Com o objetivo de discutir assuntos relacionados à queda do preço do arroz, classificação, renegociação de dívidas dos rizicultores, e tentar encontrar uma solução para os mesmos, será realizada no próximo dia 24 de março, no Centro Cultural Célia Belizária de Souza, em Araranguá, uma grande reunião com a presença do secretário de Estado da Agricultura e Desenvolvimento Rural, João Rodrigues.
A reunião foi agendada pelo deputado estadual Manoel Mota e pelo Vereador Rony da Silva, que junto do secretário regional Heriberto Afonso Schmidt, participou de uma discussão na tarde desta sexta-feira (11) na Secretaria do Desenvolvimento Regional de Araranguá, onde os representantes da Associação Regional Sul de Produtores Rurais (Arprosul), entre eles o presidente Demétrio Rocha, o vice-presidente Deoclécio Plácido e o membro da diretoria, Jalder Dordete, expuseram a questão dramática vivenciada pelos arrozeiros. A reunião também contou com a presença do vereador Agenor Colares Gomes (Sombrio) e do presidente da Associação de Moradores Nova Divinéia, Joel Casagrande.
Segundo o vereador Rony, deverão ainda participar do grande encontro do dia 24 os presidentes da Cidasc e Epagri. O vereador ressalta que o objetivo é montar uma estratégia para que o Estado se mobilize em uma ida ao Ministério da Agricultura, para tentar renegociar as dívidas dos produtores. Outra meta é que o Governo adquira uma parcela do arroz produzido, fazendo um estoque regulador, para que o rizicultor tenha garantia de preço, além de trabalhar com um preço mínimo. Hoje o custo da saca de arroz gira em torno de R$ 30,00, enquanto o mesmo está sendo comercializado a R$ 19,00, trazendo prejuízos aos produtores. “Vendo o sofrimento da área produtiva, entendi que é fundamental a vinda do secretário de Estado da Agricultura, para encontrarmos juntos uma saída. Não atender as reivindicações é ampliar o sofrimento dos arrozeiros e matar a área produtiva”, concluiu o vereador.
Segundo o presidente da ARPROSUL, aproximadamente 84% dos produtores rurais do Vale do Araranguá estão com um endividamento, na média de R$ 300 mil cada.

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